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Doces canções

                                                   

Temos uma memória musical surpreendente e nessa viagem vamos remetendo ao nosso passado auditivo. Escutamos uma música no rádio que alimenta uma doce lembrança de um momento em que vivemos tempos de alegria, aumentamos o som e deixamos a vibração tomar conta do ambiente.
Deixamos a saudade se instalar quando ao som "daquela" música romântica pensamos naquele paquera adolescente (que talvez nem saiba da nossa existência), mas que sempre que a escutamos lembramos que um dia riamos acordadas com a nossa imaginação fértil.
Existem também aquelas canções que recordamos as danças de rostos colados dos bailes em que tantas vezes sentimos um friozinho na barriga quando o garoto dos nossos sonhos nos tirava para dançar. 
Quantas vezes escutamos uma melodia que gruda em nossa mente e que apesar de todas as vãs tentativas de esquecê-la ela continua em nosso pensamento, parece um imã e o pior é que essas são sempre as musicas de que menos gostamos ou as mais barangas. Rsrsrs
Quem não se recorda das cantigas de ninar que embalavam os nossos sonhos quando ainda nem sabíamos falar?
E aquelas composições que escutávamos quando estávamos com as nossas melhores amigas e nos fazia parar tudo o que estávamos fazendo só para canta-las em alto e bom som.
As marchinhas de carnaval que se repetem todos os anos e que são as melhores escolhas durante a nossa folia no início do ano.
Memórias são tão agradáveis que poderíamos ficar horas cantando os breves momentos e relembrando o quanto vale a pena escutar todas as canções que embalaram e ainda embalam a nossa vida.

Romance

Acreditar em romance não significa viver na fantasia, mas acreditar no lado bom e próspero das coisas. Somos uma só mulher que vive antenada e sempre conectada às novidades e realidades ao nosso redor. Sabemos distinguir entre meias e inteiras verdades e somos capazes de detectar a ilusão há quilômetros de distância. Gostamos do moderno, vivemos em busca de atualidades e cremos no poder do trabalho árduo e na persistência. Mas em meio a tudo isso ainda encontramos forças e ânimo para sermos românticas. Não se trata de viver em contos de fadas, delirar ou alucinar com visões lúdicas e inexistentes, mas simplesmente de encarar os fatos, por mais inéditos que sejam, de forma consciente mas ao mesmo tempo acessível. Viver um romance requer carisma e abertura para o destino. Podemos ser personagens de nosso próprio romance se apenas acreditarmos no universo e na beleza ao nosso redor, essa visão já merece toda a melodia vislumbrada no conto de fadas.