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Convivência harmônica

         
                         

Em todos os momentos sofremos por não corresponder as expectativas depositadas, sofremos por não conseguir ser quem as pessoas esperam que sejamos. Sofremos por dar importância a esses sentimentos que acabam por minguar as nossas energias.
Convivemos constantemente com pessoas que reclamam o tempo inteiro de tudo e de todos.
Nada satisfaz, tudo é um fardo a ser carregado. A convivência diária com essas situações e pessoas torna-se uma batalha constante. 
E o simples fato de existir causa incomodo. 
A falta de amor próprio ou de um objetivo concreto de vida, atrapalha o convívio entre aqueles que nasceram para a infelicidade.
Devemos respeitar todas as pessoas com quem convivemos e aprender a amar cada ser da maneira exata que ela age e vive, sem tentar entender ou criticar as suas ações.
A tentativa de se adequar ao que o outro espera de nos não deve existir, simplesmente devemos seguir exatamente como somos. 
Afinal, somos indivíduos diferentes e devemos seguir os nossos instintos mais primitivos, sem deixar que palavras ou gestos que nos desagradem modifiquem quem realmente somos. 
A análise de nossas ações devem ser realizada para que uma conversa desagradável não se torne freqüente por uma simples falha de conexão.
Que essas experiências sirvam de lição para harmonia das convivências diárias em todos os ambientes.

Sempre Juntos

Há pouco escutei uma história sobre pessoas que estão "sempre juntas". Sim, sempre juntas no sentido de fidelidade, lealdade e amizade.

Casamentos bem sucedidos nos dão a sensação de pessoas sempre juntas, coladas em todos os momentos, aparentemente apaixonadas, talvez dependentes.

Mas ao falar em dependência, me ponho a refletir sobre o significado de estar sempre junto. Talvez a união anule um lado individual da pessoa e a torne um apêndice do outro, um anexo inseparável, uma pessoa que não respira sem a outra.

Desejamos isso quando nos casamos, mas raramente entendemos o poder da palavra liberdade. Muitas vezes, na nossa humilde experiência de vida, queremos estar sempre juntos de quem amamos e por vezes decepcionamos o amor, criamos barreiras que antes não existiam e incentivamos desentendimentos novos. A convivência é sim intrínseca ao ser humano, mas deve ser bem conduzida tendo em vista a individualidade e privacidade também necessários à vida.

Talvez estar sempre junto não signifique ausência total de liberdade, mas cumplicidade a tal ponto que um aceite e deposite toda a sua vida nas decisões e nos feitos do outro. E ao mesmo tempo, saber do poder pleno sobre a vida do outro, sobre a felicidade e as conquistas. O estar "sempre juntos" pode ir de um extremo a outro, da anulação obsessiva à independência e maturidade que permitem estar sempre juntos.

Cabe a nós decidirmos darmos significado ao estar sempre junto de outra pessoa.