Mostrando postagens com marcador atitudes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador atitudes. Mostrar todas as postagens

Insegurança

Envolvida por um evento isolado em que me peguei um tanto insegura quanto a uma decisão nada difícil de se tomar, me coloquei a refletir sobre o significado e os efeitos desse sentimento em nossas vidas. Percebi que por mera insegurança deixamos de realizar grande parte de nossos sonhos. Recuamos diante de decisões e atitudes sobre as quais já pensamos e repensamos por horas, sobre as quais já temos certeza, apenas não a admitimos. Temos um potencial de reflexão que controlamos perfeitamente enquanto simples pensamentos, mas quando nos deparamos com a necessidade de colocar toda essa reflexão em prática, a insegurança cria um obstáculo ao próprio comportamento. Assumir nossas opiniões não parece tarefa fácil para ninguém, bancar nossas atitudes pode ser um tanto aterrorizador enquanto nos colocamos diante do julgamento alheio. As consequências nos sugam à realidade abruptamente e os efeitos nos fazem buscar a perfeição. Pode-se dizer que a insegurança caminha junto com a responsabilidade, crescendo nos mesmos níveis enquanto no meio social. Ela é inata ao ser humano e deve ser vem moldada ao longo da vida. Todos são inseguros em algum aspecto, seja no relacionamento, seja no trabalho, ou ainda no momento de tomar qualquer decisão de grande importância. Mas esse sentimento deve ser bem dosado sob pena de nos enfraquecer e até mesmo nos anular. Há situações que nos exigem posturas automáticas e impulsivas, para as quais não há espaço para os medos. Percebo que se por um lado a falta de segurança é um freio natural do universo para evitar que tenhamos decepções, por outro representa a estagnação. Devemos trabalhar nosso controle de positividade  para nos sentirmos seguras em tudo o que realizamos na vida. A segurança se relaciona diretamente ao conhecimento, ao domínio da matéria e à capacidade de questionar. Sem ela nossas vidas são lineares e pacatas, porém sem conquistas e sem sucessos! Sem ela não podemos tentar, perdemos a chance de construir, não entramos no campeonato. Por isso, precisamos lutar contra este sentimento, trabalhar nosso controle de emoções e assumir nosso conhecimento com coragem para encarar toda e qualquer consequência de cabeça erguida, afinal, "quem sai na chuva é para se molhar". 

Simplicidade

                                   


Vivemos nas urgências dos encontros, no sincronismo do consumismo desenfreado, no desejo frenético em conhecer o barzinho da moda, de satisfazer a curiosidade em assistir aquele filme comentado por todos, de procurar as atitudes perfeitas, nessa busca incessante de valores acabamos encontrando  o vazio da nossa alma.
O anseio desenfreado por querer o melhor e mais caro, muitas vezes obstrui o que de mais belo temos: a satisfação e valorização pelo que é simples e que não se compra através do dinheiro.
Muitas vezes sofremos por dizer não aquele convite realizado por alguém a quem amamos. Mas identificar que muitas vezes queremos nos satisfazer através da nudez de nossa alma e que os lugares da moda ou os objetivos alheios não trazem o nosso bem estar, é o mais honesto e diz muito sobre quem somos.
Simplicidade e leveza talvez nos faça refletir sobre o que de fato devemos alcançar como seres humanos.
Talvez as nossas debilidades só sejam percebidas no momento da dor, ou no instante em que estamos refletindo sobre o significado de estarmos vivos.
Quem sabe através dessa busca pelo nosso "eu" consigamos alcançar o nosso objetivo vital que é a nossa evolução espiritual.
O principal da vida está em perceber que somos felizes com pouco o sorriso de uma criança alegra mais que um presente caro, que o tempero mais saboroso está nos alimentos preparados com amor, que o lugar mais badalado é exatamente aquele onde encontramos a paz. A perfeição não é desse mundo e que o filme mais bonito é aquele que contamos através da nossa própria história.

Feminista ou Feminina?


Mulheres do século XXI foram criadas para disputarem de igual para igual com os homens e para serem ainda melhor que eles. Nasceram para serem profissionais de sucesso, para ganharem muito dinheiro e terem suas vidas independentes. Foram criadas para serem fortes e objetivas, acreditando que “coisa de mulherzinha” é para as fracas, para pensarem que afazeres domésticos as limitariam e para acreditarem fielmente que obediência aos homens, jamais!
Essas mulheres estudam, criam suas personalidades no meio social, desenvolvem suas profissões, se tornam realmente as melhores no que fazem. Ganham dinheiro, compram seus sonhos, viajam sozinhas, usam e abusam da independência. Nesse período criam suas expectativas, batalham por um espaço no mercado de trabalho, correm atrás do reconhecimento e do sucesso.
Muitas nem mesmo percebem a diferença, pois realmente conquistaram o lugar desejado. Outras ainda estão escalando lentamente.
Até que chega um momento em que elas se casam, se tornam donas de suas próprias casas, sonham e tem seus próprios filhos. E num piscar de olhos, ocorre uma transformação! Seus interesses mudam e com eles, seus objetivos e atitudes.
Arrumar a casa já não é tanto sacrifício assim. Interesse por decoração já não é mais considerado futilidade. Agradar aos homens já não as desagrada mais. Interesse por culinária deixa de ser algo “doméstico” para ser “sofisticado”. Entender o mínimo sobre costura passa a ser útil. 
E de repente essas mulheres tomam consciência de que não são mais as mesmas, e se conflitam por desejarem ter mais tempo para ir ao salão de beleza, por apreciarem o romantismo, por ganharem flores, enfim, todas essas “coisas de mulherzinha”.
Após essa fase de questionamentos, os eventos da maturidade chegam, e com eles, a certeza de que cada disso vai lhes retirar o foco. Serem boas donas de casa não as isenta de serem boas profissionais. Gostar de decoração não significa que não possam mais se interessar por política ou economia. Dedicar tempo à vaidade não quer dizer que não lhes sobrará tempo para os estudos.  
E com esse despertar, essas mulheres vão aprendendo a superar o feminismo e apreciar cada vez mais o feminino, se forma a alcançar um equilíbrio que as complete por inteiro.
Finalmente, dando sequência à discussão, como não temos preconceitos, mas pelo contrário, temos orgulho de sermos simplesmente Mulheres, comprovamos isso compartilhando com vocês uma receitinha fantástica que aprendemos recentemente, que pode ser preparada tanto pelas Femininas como pelas Feministas.

Receita de Creme de tomate picante da Lari:

1kg de tomate bem maduro;
1 bouquet Garni;
1 alho poró pequeno em rodelas finas;
1/2 xícara de polpa de tomate;
1 cebola média a brunoise;
Sal e pimenta do reino a gosto;
1 pimenta vermelha fresca, sem semente, picada a brunoise;
2 colheres de sopa de manteiga sem sal;
2 xícaras de chá de água;
Manjericão para decorar;
Torradas ou croutons;
Açúcar refinado, se necessário.

Modo de preparo:

Em uma panela, em fogo médio, caramelize a cebola e o alho poró na manteiga. Acrescente todo o tomate, a polpa de tomate e a água. Misture bem e acrescente a pimenta e o Garni. Deixe cozinhar até o tomate ficar bem cozido (aproximadamente 25 minutos), se necessário acrescente mais água. Vá misturando aos poucos para não agarrar o fundo. Retire o Garni e o descarte. Retire o caldo (pouco encorpado) da panela e o processe até ficar homogêneo (ou use o mix). Volte o caldo para a panela, tempere com sal e pimenta a gosto. Se estiver ácido, coloque um pouco de açúcar. Sirva quente e decorado com manjericão e croutons.