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Constatações

Se somos fracas? Por vezes sim, mesmo quando nos acreditamos insuperáveis. Se somos amáveis? Dominamos as emoções e conseguimos externalizar um pouco de empatia, nem que seja por insistência. Se somos realistas? Claro! Acreditamos numa vida cor de rosa e nas maravilhas do mundo. Nos contentamos com as belezas externas e, logo acordamos para a dureza do ser humano. "Se" somos realistas...Se somos úteis? Tentamos, nem que seja aos nossos próprios planos egoístas. Mas, somos com certeza úteis "aos" que amamos e úteis "ao" que amamos. Se somos honestas? Definitivamente, nosso perfeccionismo nos reforça a verdadeira honestidade. E diante da apuração dos fatos, nos cobramos e nos punimos. Se somos verdadeiras? A depender da situação, da conveniência, do envolvimento...não, buscamos constância na verdade, embora nem sempre acreditamos nela. Se somos batalhadoras? Algumas de nós sim, outras acreditam ser, sem nunca terem sido. 

Se somos uma só? Com toda a fraqueza, amabilidade e com todo o realismo e utilidade. Sim, com fundamento na honestidade, na verdade e na batalha! Somosumaso. 

Insegurança

Envolvida por um evento isolado em que me peguei um tanto insegura quanto a uma decisão nada difícil de se tomar, me coloquei a refletir sobre o significado e os efeitos desse sentimento em nossas vidas. Percebi que por mera insegurança deixamos de realizar grande parte de nossos sonhos. Recuamos diante de decisões e atitudes sobre as quais já pensamos e repensamos por horas, sobre as quais já temos certeza, apenas não a admitimos. Temos um potencial de reflexão que controlamos perfeitamente enquanto simples pensamentos, mas quando nos deparamos com a necessidade de colocar toda essa reflexão em prática, a insegurança cria um obstáculo ao próprio comportamento. Assumir nossas opiniões não parece tarefa fácil para ninguém, bancar nossas atitudes pode ser um tanto aterrorizador enquanto nos colocamos diante do julgamento alheio. As consequências nos sugam à realidade abruptamente e os efeitos nos fazem buscar a perfeição. Pode-se dizer que a insegurança caminha junto com a responsabilidade, crescendo nos mesmos níveis enquanto no meio social. Ela é inata ao ser humano e deve ser vem moldada ao longo da vida. Todos são inseguros em algum aspecto, seja no relacionamento, seja no trabalho, ou ainda no momento de tomar qualquer decisão de grande importância. Mas esse sentimento deve ser bem dosado sob pena de nos enfraquecer e até mesmo nos anular. Há situações que nos exigem posturas automáticas e impulsivas, para as quais não há espaço para os medos. Percebo que se por um lado a falta de segurança é um freio natural do universo para evitar que tenhamos decepções, por outro representa a estagnação. Devemos trabalhar nosso controle de positividade  para nos sentirmos seguras em tudo o que realizamos na vida. A segurança se relaciona diretamente ao conhecimento, ao domínio da matéria e à capacidade de questionar. Sem ela nossas vidas são lineares e pacatas, porém sem conquistas e sem sucessos! Sem ela não podemos tentar, perdemos a chance de construir, não entramos no campeonato. Por isso, precisamos lutar contra este sentimento, trabalhar nosso controle de emoções e assumir nosso conhecimento com coragem para encarar toda e qualquer consequência de cabeça erguida, afinal, "quem sai na chuva é para se molhar". 

Reviravoltas

Por vezes paramos para pensar e percebemos como nossas vidas mudaram tão repentinamente de cabeça para baixo. Demos voltas e mais voltas, por vezes distanciamos de nossos planos, por vezes aproximamos mesmo sem conscientemente desejar. A vida passa como um furacão e precisamos acompanhá-la a todo momento sem pestanejar nem lamentar. Os lamentos nos prendem em um lugar sombrio e viciado, num momento em que as energias negativas nos consomem e nos tornam duros e inconformados. Devemos fugir desses sentimentos, sabemos lá no fundo que a vida é escrita e guiada por mentores que nos desejam o bem supremo, estamos aqui para aprender com nossos erros e para evoluir, e esse bem só nos será permitido se controlarmos nossos sentimentos e desejos, se entendermos as mudanças e as reviravoltas que nos atingem, se utilizarmos os equívocos como fontes de aprendizados. Verdade seja dita, nada acontece por acaso, muito não podemos controlar, mas nossos pensamentos sim, estes estão sob nosso exclusivo domínio. Falar de controle de consciência é fácil, difícil é colocar

essas crenças em prática, principalmente quando acreditamos termos sido passados para trás pelo momento. Mas precisamos encontrar forças e esperança para sairmos desse retorno. Olhar para frente é a solução, nada mais. O que passou, passou, não volta mais. Ficam apenas os sentimentos remotos de uma felicidade contida que lutamos para valorizar. 

Surpresas da Vida

A vida nos surpreende a cada segundo do relógio. Olhamos para frente e nos deparamos com um futuro enorme a ser desbravado, ao passo em que olhamos para traz e vemos um passado inteiro de vitalidade e realizações já cumpridas. Se este passado nos fez plenamente felizes, ou se ocorreu exatamente como planejado, já não nos preocupa mais. Nossas vidas não param, e junto com o ritmo do universo precisamos seguir adiante sempre planejando e emanando nosso bem maior. Aquilo que já foi nos servirá como exemplo a evitar ou a repetir, como um incentivo para experimentar mais do outro lado da vida. Somos nosso próprio exemplo personalizado, devemos seguir sempre nossa intuição, nossos valores e nossas noções de ética e moral. Não importam as convenções sociais, somos regidas por nossos próprios corações. Sentir medo é absolutamente normal, tememos naturalmente o futuro simplesmente pelas incertezas e pelo desconhecimento. Mas na vida sempre haverá um futuro, e sempre haverá um passado. E nesse jogo do tempo precisamos nos inserir e abrir nossos corações para jogar com a mais pura das emoções, o amor! 

A medida certa do trabalho

Certo dia, assistindo a um programa de televisão que discutia sobre a satisfação feminina em relação à profissão, me deparei com um questionamento que acredito ser inevitável em algum momento de nossas vidas: até que ponto o trabalho é saudável?

Sonhamos em trabalhar e buscamos incessantemente nossa satisfação profissional, acreditamos em nossos planos e batalhamos diariamente em prol do sucesso. Porém, nem sempre as metas são fáceis de se alcançar, pelo contrário, os caminhos são tortuosos e dependem de muita força e determinação.

Interagimos com os negócios, nos formamos excelentes naquilo que almejamos, até que em algum momento, percebemos nossas vidas pessoais deixadas em segundo plano. Um belo dia acordamos e não nos sentimos mais tão a vontade com as tarefas mais cotidianas, com os planos mais caseiros. Percebemos que há muito os deixamos de lado em função de compromissos profissionais.

E, repentinamente, nos pegamos mensurando as vantagens e desvantagens dessa escolha, listamos mentalmente todas as aventuras que deixamos de participar, todas as gargalhadas durante o dia que evitamos em função dos compromissos, todas os momentos familiares que perdemos nesses anos, e nos colocamos a questionar nossas escolhas.

Refletimos e temos a certeza da satisfação profissional, nos amedrontamos ao imaginar uma vida sem maiores emoções, sem aquele friozinho na barriga em relação aos prazos a entregar. Ao mesmo tempo temos a certeza do grande valor daquelas que trabalham em seus lares, reconhecemos o quão árduo e pesado são os afazeres domésticos, sabemos sobre todas as dificuldades que envolvem a gestão de casa, e neste segundo acreditamos termos tomado a melhor decisão para nossas vidas, e mais um dia saímos de casa e vamos à luta.

Não somente por dinheiro, não somente por ideal, não somente por conhecimento específico e reconhecimento profissional, mas por felicidade e amor. E aprendemos a dosar nossas atividades, a conciliar todos os tipos de trabalho, os remunerados e aqueles que fazemos de coração para nossas famílias.