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Em busca da evolução


Sempre tratei o assunto de crenças e religião como um tabu, não por acreditar em uma convenção social ou moral, mas por falta de esclarecimento ou coragem para buscá-lo. A diversidade é intrigante e fascinante, ao mesmo tempo em que amedronta quando as informações vão sendo processadas. Tinha a sensação de que mais protegida estaria enquanto menos soubesse - estava enganada. A ignorância é a causa de boa parte de nossos erros e arrependimentos. Percebo que "acreditar" não é ser tolo ou conivente com uma maioria que marcha sem causa. Pelo contrário, a despeito dos soldados que lutam sem ideais, acreditar em uma força maior, na troca de energias e na evolução espiritual é engrandecedor na medida em que as dúvidas reais vão sendo respondidas. A vida tem sim um propósito maior, o qual ainda não compreendo tão bem assim, mas vou vivendo à procura desse desconhecido. A fase do medo já não me paralisa mais, o instinto curioso e pesquisador bate a minha porta pedindo migalhas de comprovações. O tabu vai se dissipando e as crenças direcionando meus passos. 

Entrega


Muitas vezes protelamos uma decisão pelo simples fato de alimentarmos o medo do desconhecido. Sabemos que a tomada de atitude é importante e que ela é necessária para o fechamento de um ciclo. Infelizmente inconscientemente vamos deixando que o tempo crie a oportunidade para que a dissolução do problema. Avançamos em alguns aspectos mas aquele que realmente é o cerne de nossa vida naquele instante está travado. Precisamos de ajuda para identificarmos que o nosso incomodo deve ficar no passado. O nosso futuro a Deus pertence. Devemos entregar os nossos medos e anseios a Ele e acreditar que quando aceitamos a sua ajuda tudo flui positivamente. Viver se torna mais leve e real e os momentos de aflição se dissipam.

Surpresas da Vida

A vida nos surpreende a cada segundo do relógio. Olhamos para frente e nos deparamos com um futuro enorme a ser desbravado, ao passo em que olhamos para traz e vemos um passado inteiro de vitalidade e realizações já cumpridas. Se este passado nos fez plenamente felizes, ou se ocorreu exatamente como planejado, já não nos preocupa mais. Nossas vidas não param, e junto com o ritmo do universo precisamos seguir adiante sempre planejando e emanando nosso bem maior. Aquilo que já foi nos servirá como exemplo a evitar ou a repetir, como um incentivo para experimentar mais do outro lado da vida. Somos nosso próprio exemplo personalizado, devemos seguir sempre nossa intuição, nossos valores e nossas noções de ética e moral. Não importam as convenções sociais, somos regidas por nossos próprios corações. Sentir medo é absolutamente normal, tememos naturalmente o futuro simplesmente pelas incertezas e pelo desconhecimento. Mas na vida sempre haverá um futuro, e sempre haverá um passado. E nesse jogo do tempo precisamos nos inserir e abrir nossos corações para jogar com a mais pura das emoções, o amor! 

Medo


O medo é um sentimento que nos acompanha durante toda nossa vida e nos retrai as ações e os planos. O referencial do medo vai sendo substituído ao longo dos anos e amadurecimento, mas sempre haverá uma situação que nos amedronta e nos tira o sossego. Em cada fase de nossas vidas vamos almejando novos  objetivos e cada novo cenário nos trás novas dificuldades e novos obstáculos a temer. O medo é natural e não há quem não o tenha experimentado ao menos uma vez. Até as pessoas mais seguras de si, fortes aos olhos dos outros, estas também sofrem com medos mais diversos e inacreditáveis. E dependendo de nossas crenças, o medo vai sendo moldado de forma e com características diferentes. Há quem sente medo de situações de fato, ou pressentimentos, ou fantasias, ou o desconhecido, ou ainda o suspense e o terror que poucos acreditam. Mas como não é possível nos livrarmos imediatamente de todos os medos, devemos ao menos lutar para que eles sejam amenizados, de forma que não nos limitem tanto e não interfiram em nossos objetivos. Devemos ter em mente a noção de realidade e probabilidade, levando o medo de volta à situação mais remota. E devemos viver com muita fé e tranquilidade para contornarmos todos os obstáculos da vida a termos discernimento para não permitir que o medo nos guie à passividade. 

Medo

                                         

O medo é determinado pela nossa falta de confiança na vida. Quando respiramos entregamos ao nosso sistema o ato de inspirar e a vida se renova a cada expiração, portanto, nenhum medo ou receio nos atinge nesse momento.
A cada instante aprendemos a temer aquilo que nos incomoda. Sofremos várias fobias: de assalto, de perder o emprego, perder o amor, perder dinheiro, de sofrer, de altura, de dirigir, de animais peçonhentos, etc. São infinitas as possibilidades que desencadeiam o medo.
Quando abrimos as comportas das preocupações em nossa vida, passamos a ser vitimas daquilo que nos amedronta. A nossa existência torna-se pesarosa e criamos bolhas mentais que nos impedem de crescer e desenvolver espiritualmente e intelectualmente.
Somos responsáveis pelos nossos receios e tudo o que em nossa mente se instala e absorve. Esses sentimentos que nos bloqueiam podem ser transformados em envolvimento de prosperidade e amor.
Mudar a maneira em que enxergamos as situações cotidianas determina como iremos enfrentar todas as nossas preocupações e desconforto espiritual. A primeira iniciativa para modificarmos os nossos medos é saber que os temos e que esses são prejudiciais. As nossas mudanças mentais são realizadas a cada dia, e essa transformação exige tempo e paciência, afinal, são anos alimentando nossa psique com energias negativas.
Apesar de qualquer sentimento que tente te impedir de avançar realize aquela atividade a que se propôs. Somente dessa maneira conseguiremos vencer os medos que assolam a nossa mente.
Busque nutrir seu raciocínio com afeição e respeito. Respeitar os nossos medos sem alimentá-los é criar uma aprendizagem do que os move e podermos removê-los para que não nos impeça de ser feliz ou de realizar o que sonhamos. 
           

Sentimentos racionais


Na batalha diária por reconhecimento e vitórias, muitas vezes deixamos de lado a preocupação com os sentimentos. Tornamo-nos duras, objetivas e ignoramos as sensações. Desviamos do emocional e nos vinculamos fortemente ao racional. Racionalidade que acreditamos ser a chave do sucesso, ela que sempre nos despeja eventos concretos e efetivos.
Em meio a esse turbilhão de verdades, aonde se aloja o sentimento mais puro e conservador de felicidade e anseios? Por onde andam as alegrias e os devaneios? Estariam eles esquecidos em algum lugar do coração, ou apenas adormecidos em latente vida estranha?
Lutamos contra a imaginação que se fertiliza em um segundo apenas, nos inebriando de carinho e medo. Estamos ficando duronas, ou apenas escondendo os sentimentos? Somos mulheres fortes, conscientes da vida...temos força que nos seca e força que nos invade a alma.
Estaríamos simplesmente deixando de lado boa parte do nosso ser mais íntimo, ou apenas apurando o viés da clareza? Certeza não temos de nada, acreditamos e ignoramos premonições. Estamos frias e calculistas, e ao mesmo tempo doces e apaixonadas.
O que nos falta é tempo para refletir, pensar nos nossos desejos e lutar pelos afetos. Nossas vidas são como uma receita, precisamos de todos os ingredientes bem dosados num equilíbrio perfeito.
Objetividade não exclui paixão. Racionalidade não afasta a intuição. Seres humanos vivem do amor, se norteiam pela fé, se nutrem pelo ódio. Precisamos unificar objetividade e vida em uma só palavra, em uma só atitude.

Domando a Fera

Foto: Internet
Vivemos em todos os instantes, momentos em que os nossos medos são desencadeados e barreiras são criadas quando realizarmos algumas situações. 

Sem rumo


Durante muitos anos o povo sírio tem enfrentado privações e tortura emocional, que assola e ameaça toda uma cultura. A guerra civil que já gerou milhares de vitimas traz consequências traumáticas e uma busca incessante por uma solução que nem sempre é a mais aceita.