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Adeus

                           

As pessoas deviam ser eternas!!
A dor de uma partida fragmenta os sentimentos de uma separação repentina. As lembranças se precipitam como brumas ao vento. Perceber a dor e a lacuna de uma perda causam tristeza e desolação. 
Sentir a impotência de um adeus eterno é como ferir com brasas um peito aberto. Nada justifica essa dor. Nada consola essa perda sem sentido. Talvez o tempo ajude a acalmar a alma, mas o vazio da dor nunca será preenchido. Tentar explicar o inexplicável causa tortura. Vamos nos fortalecendo com o tempo e com os amigos que estão próximos. Vencer as mazela da alma requer paciência e perseverança, e rezo para que possamos aprender a aproveitar todos os instantes com aqueles que estão ao nosso lado como se amanhã não existisse. 

Inquietude


                

Muitas vezes nos pegamos agitadas, quando o coração parece sair pela boca, uma sensação de contrariedade não nos deixa, a inquietude parece crescer. Parece não Não há razão, outras vezes lutamos contra a causa. Não controlamos nossos sentimentos, apenas tentamos ser racionais para evitá-los. 
A racionalidade nos impulsiona a seguir e a enfrentar nossos medos, o real nos prende ao correto e não ao prazeroso. Temos discernimento e por isso sofremos com as hipóteses. Acreditamos no verdadeiro e evitamos ao máximo as dúvidas, mas elas sempre estarão presentes, podendo por vezes nos atrapalhar e causar a inquietude no coração. Nada nos passa despercebido, pelo menos não as razões que nos importam. 
Mas ainda nos pegamos fraquejando, sabemos o caminho ideal a seguir e choramos internamente por não seguir o outro caminho. Nossa mente agitada nos põe a questionar os sistemas, as pessoas, as relações. Nos tornamos céticas e convivemos com o receio de viver. Esquecemos os problemas durante o dia, aliás, são tantos outros a resolver. Mas a noite o coração retorna aos pensamentos, nossos desejos voltam a borbulhar, queremos mas não podemos, ou podemos mas não queremos. Vamos vivendo, vamos lutando e tentando persuadir os pensamentos. 
O mundo repentinamente parece um potencial, fica em estado de latência, a realidade passa a ser nossa imaginação. Sonhamos e nos movimentamos. Traçamos metas, as quebramos. Mudamos de ideia, adormecemos. 

Bagagem

                                              

Quantas vezes reclamamos de alguém ou de alguma situação específica? Vamos acumulando mágoas e ressentimentos e nesse amontoado de sentimentos acabamos por carregar algumas tralhas que pesam as nossas vidas e magoam as pessoas que mais amamos.
Quem sabe repelimos exatamente os nossos erros através do que o outro diz, simplesmente porque somos levados a construir a nossa essência invariavelmente onde somos imperfeitos?
Vamos seguindo os nossos caminhos sem saber exatamente aonde vamos chegar, mas no momento em que sentimos um vazio pela falta do outro ou daquilo que sempre havíamos reclamado nos deixa desolados e passamos olhar aquela situação ou pessoa com olhos mais suaves.
Essa perda extrema é o reflexo de anos de rancor e a falta de compreensão nos momentos em que poderíamos agir com mais leveza e amor.
A dor da falta nos faz pensar em nossas atitudes e imaginamos como a vida poderia ter sido diferente se agíssemos de outra maneira.
Lamentar ou julgar os atos passados não transformam o nosso futuro, por isso devemos pensar antes de repetir as falhas do passado.
Sofremos e fazemos sofrer, mas quem sabe esse excesso de bagagem pode ser despejado em algum local neutro e possamos caminhar com mais tranquilidade?
Saber entender que somos imperfeitos e que erramos em todos os instantes talvez amenize as nossas fragilidades, mas devemos aceitar que a mudança deve ser realizada. Esse processo é longo e difícil e devemos ter coragem para buscar a nossa felicidade.

Vergonha


No século XVI, com a chegada dos africanos para a realização do trabalho pesado no Brasil colônia, teve inicio a escravidão em nosso país. A precariedade de sua vinda e estadia nas senzalas era tamanha que a vida dos negros pouco valia. Dependentes de seu esforço e atributos físicos, em muitos momentos as escravas negras “serviam” aos seus senhores, sofrendo abusos sexuais constantes.


A lei Áurea foi sancionada no século XIX, no ano 1.888, momento histórico e de enorme avanço social. Passados mais de 100 anos dessa conquista contra o racismo e preconceito, ainda nos dias atuais presenciamos cenas que nos remete ao período colonial. No ultimo sábado, assistimos atônitas ao que parece um retrocesso ao respeito e ao direito de ser humano.
Nessa nação em que se proclama miscigenada e sem preconceitos, testemunhamos a bela Tais Araujo ser hostilizada em sua pagina do face. A estonteante atriz global que é conhecida nacionalmente por sua beleza e competência sofre racismo, imagine o pobre mortal distante desse universo? Pense em outras mulheres e homens afrodescendentes que vivem longe da fama e do glamour?


Infelizmente, convivemos em uma bolha hipócrita em que tudo se diz aceitar e o que vemos é uma realidade distinta e absurda. Sofremos calados a segregação imposta pela cor. 

E o que significa um tom de pele distinto se o que possuímos de mais belo se encontra dentro do peito?

Como podemos combater essa ferida aberta que não consegue cicatrizar? A resposta que a Tais proclamou não poderia ser mais bonita e universal: o amor!!!! E somente, através dele podemos falar sem abrir ainda mais o que parece padecer diante de nos.


Queremos proferir o nosso mais sincero pesar e descontentamento diante dessa realidade ainda visível e lacerante. Que o futuro possa ser mais justo e melhor, que os filhos dessa geração consigam encontrar o que hoje parece tão distante e utópico.               
        

Domando a Fera

Foto: Internet
Vivemos em todos os instantes, momentos em que os nossos medos são desencadeados e barreiras são criadas quando realizarmos algumas situações.