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Inteligência Emocional

Somos seres do impulso, contaminados pelos sentimentos mais diversos que travam enormes batalhas em nosso insconsciente. Frequentemente nos pegamos em situação de extrema impaciência, muitas vezes com pensamentos de raiva e inquietude emocional. A partir daí, os mais pequenos detalhes se tornam gigantes em nossa percepção, nos tornando mais desapontados e instáveis momentaneamente. Esfriar a cabeça se torna um trabalho árduo, pois os sentimentos negativos prejudicam nossa compreensão dos fatos, nos tornando insensíveis ou até mesmo rígidos em excesso. Exigimos os resultados e não nos contentamos com os desvios. E em meio a toda a luta emocional que ocorre dentro de nossos peitos, nos escapam palavras tortas, caras fechadas, expressões de incômodo e posturas de irritabilidade. Toda essa manifestação nos consome e desconstrói frente às pessoas com quem convivemos, nos rotula e nos torna inacessíveis. Precisamos de força e controle emocional para não nos abalarmos com os obstáculos do dia a dia, para não sermos corrompidos por sentimentos que não nos pertencem, para não nos fecharmos diante de situações favoráveis e potencialmente agradáveis. Precisamos dominar nossos impulsos, controlar nossos picos de raiva, aliviar a tensão, descontrair os músculos, relaxar as expressões faciais e estampar tranquilidade no corpo! Isso sim é controle e dominação! Isso é demonstração de força, foco e fé! Isso é inteligência emocional.


Superação

Muito já escutei que as dificuldades servem para nos mostrar nossa capacidade de superação e comprometimento. Mas algumas vezes me pergunto se uma situação complicada realmente precisava ocorrer para desencadear determinado efeito. É claro que nada acontece por acaso, mas como consequências de nossas escolhas e ações. Então, se conseguimos ultrapassar os obstáculos, parece que mudamos o destino do futuro, alternamos a direção da tendência. Histórias de superação nos motivam a seguir em frente e a lutar por aquilo que acreditamos ser o caminho certo a seguir. Dificuldades são criadas e alimentadas por nossos próprios medos e anseios. Dependem do quanto nos importamos com elas, e como lidamos com suas causas. Uma vez que corremos atrás do que acreditamos ser impossível, percebemos as possibilidades diante de nossos olhos. E assim descobrimos que não há dificuldade, mas apenas eventos que nos incentivam a seguir em frente e buscar a superação. 

Controle da situação

Nos dizemos dotadas de sensatez e controle emocional, muito seguras de nossa capacidade, avessas às crises de ódio e...realmente bancamos essas características até que...até que o primeiro descontrole de atos nos retira bruscamente da zona de conforto. Até as mais desorganizadas contam com certo método de organização e planejamento. Ponderamos nossas decisões na maioria das vezes e utilizamos da nossa experiência pregressa para prever resultados e conclusões. Levamos todos os âmbitos vitais dessa maneira, calculando e produzindo resultados, desde nosso lado mais sentimental até o mais objetivo e numérico. Porém, quando uma estatística desvia da meta, muitas vezes não estamos preparadas para a rápida e imediata estabilização. Parâmetros perdidos nos provoca a perda de outros controles até então inquestionáveis. Parar a produção inteira para dar um passo atrás na tentativa de recuperar um dos fatores, pode representar a perda total de domínio da situação. E nesse momento nos vimos acuadas e recatadas diante de nossas fraquezas. O controle se esvai em minutos e o semblante enrijece automaticamente. Muita agua deve correr até que os parâmetros vitais voltem ao normal. Muitas lágrimas podem cair, gritos e angústias podem nos escapar. E quando o tempo determina que é hora de retomar o controle, lá estamos nós prontas e esperançosas de não mais deixar a peteca cair.

Lidando com os sentimentos

Durante nossas vidas vamos tendo contatos e experiências com os mais diversos sentimentos, desde os mais genuínos e positivos até os mais negativos e pessimistas. Não controlamos nossos pensamentos e os sentimentos nos invadem subitamente como se não controlássemos nosso emocional. Porém, mesmo com a turbulência interna e todos os anseios dentro do peito, nos pegamos tocando a vida tranquilamente como se fôssemos perfeitamente tranquilos e felizes, controlando nossas reais emoções e desviando daquilo que nos faz sofrer. E dessa forma escondemos nossos sentimentos e não deixamos transparecer nosso verdadeiro estado de espírito. Nos calamos por falta de confiança no próximo, ou por introspecção. Sentimos acuados diante dos bons momentos alheios e não nos permitimos demonstrar a decepção. Precisamos ser fortes e controlados o tempo todo, e mesmo que apenas externamente, é assim que agimos. A demonstração dos sentimentos negativos nos parece sinal de fraqueza, este sinal nos coloca em posição de desvantagem. Não queremos ser vistos sob o manto da fragilidade, queremos ser fortes e perseverantes. Demonstramos apenas as ações em função de pretenções melhores, não há espaço para negativismo durante nossos atos. Embora não deixemos nossa realidade emocional transparecer, somos fruto dessas emoções e elas nos influenciam diretamente nos atos expostos. Por isso devemos tentar controlar nossas mentes para produzirmos cada vez mais sentimentos de paz e tranquilidade em relação às mais diversas situações a que somos expostos. Devemos manter a paz interior para que ela acione a paz exterior. Não adianta sermos felizes para a opinião alheia, aos olhos externos. Precisamos ser felizes internamente, sentindo a vida com nossos corações. 


Controle das Lembranças

Como tudo nessa vida, viver de lembranças tem seus aspectos positivos e negativos. Lembranças nos devolvem sentimentos mais variados que já experimentamos no passado. Lembramos de momentos alegres e tristes, de farras e alegrias inacreditáveis, de pessoas maravilhosas que já cruzaram nossos caminhos, de sonhos já alcançados e metas delimitadas. Lembramos de como já fomos felizes e do quando aquela gargalhada nos fez bem. Lembramos de como somos ou fomos amados e de quem nos deu o carinho quando precisamos. Lembrar é viver, sim, é permitir assimilar vivências passadas e trazer para o presente apenas aquilo que remanesceu como positivo. Porém, quando pensamos nos aspectos negativos das lembranças, nos referimos aos apegos desnecessários, ao rancor que nos consumiu e nos fez tanto mal no passado que já não desejamos nem como remota lembrança. Precisamos dominar nossas lembranças, por mais utópico que isso nos pareça. As imagens nunca desaparecerão, algumas ficam bem coloridas em nossas mentes, outras enterradas e enraizadas como traumas. Mas dessas imagens devemos aprender e trabalhar para guardarmos apenas o que de bom inspiramos. Do trauma, devemos guardar a lembrança do que não nos faz bem e do quanto precisamos sermos fortes para superar, das desavenças precisamos lembrar das qualidades envolvidas e de como fomos imaturos naquela época, dos rancores precisamos lembrar apenas de como foi um alívio nos livrar do ódio e perdoar. Mesmo os sentimentos negativos nos trazem lembranças que, se controladas, representam maturidade e evolução. Devemos tentar injetar consciência em nossas lembranças, para que possamos cada dia mais aprender com o passado e projetar no futuro melhores energias. 


Inquietude


                

Muitas vezes nos pegamos agitadas, quando o coração parece sair pela boca, uma sensação de contrariedade não nos deixa, a inquietude parece crescer. Parece não Não há razão, outras vezes lutamos contra a causa. Não controlamos nossos sentimentos, apenas tentamos ser racionais para evitá-los. 
A racionalidade nos impulsiona a seguir e a enfrentar nossos medos, o real nos prende ao correto e não ao prazeroso. Temos discernimento e por isso sofremos com as hipóteses. Acreditamos no verdadeiro e evitamos ao máximo as dúvidas, mas elas sempre estarão presentes, podendo por vezes nos atrapalhar e causar a inquietude no coração. Nada nos passa despercebido, pelo menos não as razões que nos importam. 
Mas ainda nos pegamos fraquejando, sabemos o caminho ideal a seguir e choramos internamente por não seguir o outro caminho. Nossa mente agitada nos põe a questionar os sistemas, as pessoas, as relações. Nos tornamos céticas e convivemos com o receio de viver. Esquecemos os problemas durante o dia, aliás, são tantos outros a resolver. Mas a noite o coração retorna aos pensamentos, nossos desejos voltam a borbulhar, queremos mas não podemos, ou podemos mas não queremos. Vamos vivendo, vamos lutando e tentando persuadir os pensamentos. 
O mundo repentinamente parece um potencial, fica em estado de latência, a realidade passa a ser nossa imaginação. Sonhamos e nos movimentamos. Traçamos metas, as quebramos. Mudamos de ideia, adormecemos. 

Controle




Tentar controlar a vida é como se tentássemos comandar algum órgão vital de nosso corpo, é um fato impossível e inviável. A energia fundamental do nosso ser é pautada em tudo aquilo que necessitamos e queremos para o nosso futuro. 

Tudo o que precisamos saber é revelado e chega até nós de várias maneiras implícitas e misteriosas. Conseqüentemente jamais saberemos se vamos acordar na manhã seguinte, nenhuma certeza temos de como iremos viver o nosso instante seguinte.

Em contrapartida, podemos gerenciar o que em nossa psique se desenvolve. Por esses motivos, crie uma sintonia com o universo como se tudo fosse o melhor e mais proveitoso em qualquer situação. Canalizar as nossas emoções em prol de energias benéficas imaginando um plano real de determinação e profundo pacto de bem querer ao próximo e a nos mesmos, valoriza a nossa estadia terrena.

Cada pensamento estabelece o futuro. O que a alma alimenta é exatamente o que produziremos em nossas condutas cotidianas. Cada célula do nosso corpo se encaixa exatamente na engrenagem do viver.

Viver em harmonia requer pensar assertivamente. Por isso, programe as suas idéias para desenvolver uma existência de crescimento e evolução emocional e espiritual.