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Controle da situação

Nos dizemos dotadas de sensatez e controle emocional, muito seguras de nossa capacidade, avessas às crises de ódio e...realmente bancamos essas características até que...até que o primeiro descontrole de atos nos retira bruscamente da zona de conforto. Até as mais desorganizadas contam com certo método de organização e planejamento. Ponderamos nossas decisões na maioria das vezes e utilizamos da nossa experiência pregressa para prever resultados e conclusões. Levamos todos os âmbitos vitais dessa maneira, calculando e produzindo resultados, desde nosso lado mais sentimental até o mais objetivo e numérico. Porém, quando uma estatística desvia da meta, muitas vezes não estamos preparadas para a rápida e imediata estabilização. Parâmetros perdidos nos provoca a perda de outros controles até então inquestionáveis. Parar a produção inteira para dar um passo atrás na tentativa de recuperar um dos fatores, pode representar a perda total de domínio da situação. E nesse momento nos vimos acuadas e recatadas diante de nossas fraquezas. O controle se esvai em minutos e o semblante enrijece automaticamente. Muita agua deve correr até que os parâmetros vitais voltem ao normal. Muitas lágrimas podem cair, gritos e angústias podem nos escapar. E quando o tempo determina que é hora de retomar o controle, lá estamos nós prontas e esperançosas de não mais deixar a peteca cair.

Controle das Lembranças

Como tudo nessa vida, viver de lembranças tem seus aspectos positivos e negativos. Lembranças nos devolvem sentimentos mais variados que já experimentamos no passado. Lembramos de momentos alegres e tristes, de farras e alegrias inacreditáveis, de pessoas maravilhosas que já cruzaram nossos caminhos, de sonhos já alcançados e metas delimitadas. Lembramos de como já fomos felizes e do quando aquela gargalhada nos fez bem. Lembramos de como somos ou fomos amados e de quem nos deu o carinho quando precisamos. Lembrar é viver, sim, é permitir assimilar vivências passadas e trazer para o presente apenas aquilo que remanesceu como positivo. Porém, quando pensamos nos aspectos negativos das lembranças, nos referimos aos apegos desnecessários, ao rancor que nos consumiu e nos fez tanto mal no passado que já não desejamos nem como remota lembrança. Precisamos dominar nossas lembranças, por mais utópico que isso nos pareça. As imagens nunca desaparecerão, algumas ficam bem coloridas em nossas mentes, outras enterradas e enraizadas como traumas. Mas dessas imagens devemos aprender e trabalhar para guardarmos apenas o que de bom inspiramos. Do trauma, devemos guardar a lembrança do que não nos faz bem e do quanto precisamos sermos fortes para superar, das desavenças precisamos lembrar das qualidades envolvidas e de como fomos imaturos naquela época, dos rancores precisamos lembrar apenas de como foi um alívio nos livrar do ódio e perdoar. Mesmo os sentimentos negativos nos trazem lembranças que, se controladas, representam maturidade e evolução. Devemos tentar injetar consciência em nossas lembranças, para que possamos cada dia mais aprender com o passado e projetar no futuro melhores energias. 


Terror

                  


Assistimos atônitas uma chacina bárbara e infundada nascida de sentimentos controversos em um mundo intolerante e cruel. Nutridos  pelo ódio, motivação política, e /ou religiosidade, esses seres desalmados carregam o estigma de realizarem uma missão preciosa diante das suas premissas mais vitais. 

A dor de uma perda causa comoção e estertor, e diante desse fato o medo do desconhecido cria pânico e inconformismo social. Paris amanheceu de luto e o mundo clama justiça. Mas talvez a justiça não caiba dentro do peito dos que hoje sofrem a perda de inocentes. 

Conviver com a intolerância e falta de amor ao próximo é inconcebível e desolador. Vivemos tempos de reflexão e incompreensão diante do caos. Essa lacuna histórica não cicatriza e a ferida aberta permanecerá latente em nossos corações. Que Deus consiga confortar a alma dos entes que hoje velam as vítimas de um crime sem nexo.