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Controle da situação

Nos dizemos dotadas de sensatez e controle emocional, muito seguras de nossa capacidade, avessas às crises de ódio e...realmente bancamos essas características até que...até que o primeiro descontrole de atos nos retira bruscamente da zona de conforto. Até as mais desorganizadas contam com certo método de organização e planejamento. Ponderamos nossas decisões na maioria das vezes e utilizamos da nossa experiência pregressa para prever resultados e conclusões. Levamos todos os âmbitos vitais dessa maneira, calculando e produzindo resultados, desde nosso lado mais sentimental até o mais objetivo e numérico. Porém, quando uma estatística desvia da meta, muitas vezes não estamos preparadas para a rápida e imediata estabilização. Parâmetros perdidos nos provoca a perda de outros controles até então inquestionáveis. Parar a produção inteira para dar um passo atrás na tentativa de recuperar um dos fatores, pode representar a perda total de domínio da situação. E nesse momento nos vimos acuadas e recatadas diante de nossas fraquezas. O controle se esvai em minutos e o semblante enrijece automaticamente. Muita agua deve correr até que os parâmetros vitais voltem ao normal. Muitas lágrimas podem cair, gritos e angústias podem nos escapar. E quando o tempo determina que é hora de retomar o controle, lá estamos nós prontas e esperançosas de não mais deixar a peteca cair.

Magia do Olhar


Pelo olhar nos comunicamos plenamente e profundamente. Passamos recados, repreendemos, exaltamos, parabenizamos. O olhar é capaz de falar o que os lábios não se prestam, capaz de transmitir os sentimentos que o toque não consegue, capaz de alertar para medos que o coração não sente. O olhar diz mais do que imagens, reflete a alma e a mais pura intenção. Reflete o mau, a tristeza e a juventude. O olhar direciona atitudes, convenciona parâmetros e demonstra intimidade. Pelo olhar percebemos um afago, uma derrota, um tom de alarme. O olhar transmite o toque de retirada e a luz que permite a entrada. As afinidades se iniciam como consequências dos olhares, as antipatias também decorrem da magia do olhar. Santos se encontram e vão de encontro, amores se firmam e se desenvolvem. Amizades progridem e se fundam na mais pura sensatez. O olhar reflete vida, a que temos e a que desejamos ter. 

Momentos

                       

Todos carregamos as nossas alegrias e as tristezas em nosso peito. Somos as somas de todos os sentimentos que vamos vivendo ao longo dos anos. As vezes a balança desequilibra e os sentimentos se interpõem. Somos um misto de sensações e desejos. Os mistérios que nos envolvem são infinitos, e assim vamos aprendendo com as nossas experiências. Que o nosso coração seja o guia de nossas vidas e que cada momento se torne único e especial. 

Vergonha


No século XVI, com a chegada dos africanos para a realização do trabalho pesado no Brasil colônia, teve inicio a escravidão em nosso país. A precariedade de sua vinda e estadia nas senzalas era tamanha que a vida dos negros pouco valia. Dependentes de seu esforço e atributos físicos, em muitos momentos as escravas negras “serviam” aos seus senhores, sofrendo abusos sexuais constantes.


A lei Áurea foi sancionada no século XIX, no ano 1.888, momento histórico e de enorme avanço social. Passados mais de 100 anos dessa conquista contra o racismo e preconceito, ainda nos dias atuais presenciamos cenas que nos remete ao período colonial. No ultimo sábado, assistimos atônitas ao que parece um retrocesso ao respeito e ao direito de ser humano.
Nessa nação em que se proclama miscigenada e sem preconceitos, testemunhamos a bela Tais Araujo ser hostilizada em sua pagina do face. A estonteante atriz global que é conhecida nacionalmente por sua beleza e competência sofre racismo, imagine o pobre mortal distante desse universo? Pense em outras mulheres e homens afrodescendentes que vivem longe da fama e do glamour?


Infelizmente, convivemos em uma bolha hipócrita em que tudo se diz aceitar e o que vemos é uma realidade distinta e absurda. Sofremos calados a segregação imposta pela cor. 

E o que significa um tom de pele distinto se o que possuímos de mais belo se encontra dentro do peito?

Como podemos combater essa ferida aberta que não consegue cicatrizar? A resposta que a Tais proclamou não poderia ser mais bonita e universal: o amor!!!! E somente, através dele podemos falar sem abrir ainda mais o que parece padecer diante de nos.


Queremos proferir o nosso mais sincero pesar e descontentamento diante dessa realidade ainda visível e lacerante. Que o futuro possa ser mais justo e melhor, que os filhos dessa geração consigam encontrar o que hoje parece tão distante e utópico.               
        

Sem Rumo




Sinceramente, tenho ficado muito triste ao percorrer algumas ruas em Belo Horizonte. Percebo a crescente população que vive nas ruas da capital. 

Hoje, visualizamos pessoas vagando sem rumo nas esquinas. Em alguns casos, possuem local fixo para passar a noite e saem para se alimentar e trabalhar durante o dia. Parece (não tenho dados estatísticos que comprovem a minha percepção) que uma determinada parcela populacional crescente, está cada vez com menos recursos financeiros e acaba tornando a rua o seu lar. 

Em sua maioria são homens, de idades e etnias variadas que visivelmente se alimentam e vivem precariamente. Esse retrato de nossa sociedade me amedronta, afinal, se sua presença é cada vez mais constante, temos que conviver com o que fere a alma de qualquer ser humano com um pouco de sangue nas veias.

Devemos fazer a nossa parte e me pergunto qual é a maneira de ajudar aqueles que vivem como farrapos humanos?

Alguns sobrevivem a margem do que poderiam ser. Vivendo como flagelos humanos que seguem sem rumo e/ou expectativas. A realidade triste daqueles que seguem e tornam-se escravos de seus vícios ou simplesmente de sua situação paupérrima.

Alguns andam em bandos servindo de apoio emocional e se relacionam conforme acreditam ser a melhor opção. Em determinados momentos o ócio propicia o vício que transforma o homem em bicho. E permanecer vivo é apenas uma distração sem motivos ou razões.

Queria acordar e um dia perceber que tudo foi simplesmente um pesadelo e que todas as pessoas têm condições mínimas para sobreviver.