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Inteligência Emocional

Somos seres do impulso, contaminados pelos sentimentos mais diversos que travam enormes batalhas em nosso insconsciente. Frequentemente nos pegamos em situação de extrema impaciência, muitas vezes com pensamentos de raiva e inquietude emocional. A partir daí, os mais pequenos detalhes se tornam gigantes em nossa percepção, nos tornando mais desapontados e instáveis momentaneamente. Esfriar a cabeça se torna um trabalho árduo, pois os sentimentos negativos prejudicam nossa compreensão dos fatos, nos tornando insensíveis ou até mesmo rígidos em excesso. Exigimos os resultados e não nos contentamos com os desvios. E em meio a toda a luta emocional que ocorre dentro de nossos peitos, nos escapam palavras tortas, caras fechadas, expressões de incômodo e posturas de irritabilidade. Toda essa manifestação nos consome e desconstrói frente às pessoas com quem convivemos, nos rotula e nos torna inacessíveis. Precisamos de força e controle emocional para não nos abalarmos com os obstáculos do dia a dia, para não sermos corrompidos por sentimentos que não nos pertencem, para não nos fecharmos diante de situações favoráveis e potencialmente agradáveis. Precisamos dominar nossos impulsos, controlar nossos picos de raiva, aliviar a tensão, descontrair os músculos, relaxar as expressões faciais e estampar tranquilidade no corpo! Isso sim é controle e dominação! Isso é demonstração de força, foco e fé! Isso é inteligência emocional.


A sinceridade do olhar

Um olhar pode revelar mais do que mil palavras e ações, pode permitir ou negar, abrir ou fechar, concordar ou abominar. 

Um olhar pode ser a mais fiel identidade de uma pessoa, aquilo que ela não consegue esconder, muito menos dominar. 

O olhar tem vida própria, quando as lágrimas vem, não há como controlar. Quando a raiva se instala, também o olhar se enrijece. Nos momentos de paixão, um brilho excessivo emana dos olhos que parecem ter a cor perfeita. 

O olhar demonstra sentimentos, aparenta sensações, provoca reações, incentiva decisões, indica o prazer e a tristeza, proporciona dúvidas, aponta a calma ou a angústia. 

O olhar pode ser uma arma, ou uma válvula de escape. Representa a ambiguidade, força e fraqueza, beleza e cansaço, malícia e sabedoria. 

O olhar transmite a mais pura sinceridade, os olhos são a janela da alma. 

Racionais ou Passionais

Certo dia me peguei conversando com grandes amigas sobre a forma como lidamos e encaramos a vida e seus acontecimentos. Discutimos sobre duas características mais marcantes e visíveis aos olhos de quem está a nossa volta, e chegamos à conclusão que poderíamos estar divididas em dois simples grupos: o das passionais e o das racionais. 

Faço aqui a ressalva de que essa divisão é meramente lúdica, pois, no íntimo, sabemos que somos fruto da fusão de diversos sentimentos e características, bem como nunca estaríamos rotuladas em uma só palavra. Mas, para quem inventou a brincadeira, vamos logo às conclusões! O teste funcionou, porém falhou. Ninguém  acertou, mas todas acertaram! 

Mulheres passionais: calmas e tranquilas, até quando recebem o alerta de perigo. Sentem muito amor, muita dor, muita saudade. São infinitamente calorosas, choram, desabafam, são impulsivas e ainda raciocinam antes de esbravejarem. Perdoam por amor, tem o coração mole, lutam com extrema força, empenham todos os seus esforços, sabem esperar, conhecem seus limites, finas estrategistas, perfeitas dominadoras, demonstram coragem, esbanjam sorrisos, são extremamente passionais!

Mulheres racionais: nervosas, ansiosas, desconfiadas. Embora acreditem ser um sinal de fraqueza, por vezes não conseguem engolir o choro. Choram, choram com vontade, mas sabem quando e de quem se esconder. Amam com intensidade e fazem planos a todo momento! Decepcionam-se com mais facilidade. Pensam no plano B, traçam a estratégia para se reerguer. Não desanimam nunca, ou mudam a meta e se desanimam demais. Pensam, pensam, pensam, desistem do plano e deixam o barco correr. Perdoam quando acreditam na justiça. Sensíveis aos elogios, avessas à fraqueza. Acreditam conhecer seus limites. Colecionam sucessos, vitórias e amores. Extremamente racionais! 

Eu? Um pouco disso, um pouco daquilo...

Vocês? Ah, com certeza também não se encaixam em um só grupo...são mulheres...daquelas mais perfeitas que existem!

Simplesmente porque somos passionais e racionais simultaneamente! Amamos com intensidade sim, mas também com a moderação da expressão de sentimentos! Choramos igualmente, por vezes raivosas, por vezes desabafando. Nutrimos nossas raivinhas, ora passageiras, ora cicatrizes. Acreditamos no amor, o perseguimos. Erramos na passionalidade, agimos com racionalidade. Exageramos na racionalidade, dosamos com passionalidade. Enfim, somos mulheres, somos tudo junto e misturado. Somos sentimentos calmos, agitados, somos certezas e dúvidas. Somos paixão, somos razão. Não temos fórmula, não viemos com manual de instrução, não temos roteiro certo, às vezes temos o plano perfeito. Somos perfeitas! Somos uma só! 

Aprendendo a viver com a vida

Vivemos em meio a diversas dúvidas e receios que nos exigem sensatez  e decisões a todo momento. A vida gira rapidamente e não espera pacientemente nossas certezas, pelo contrário, nos desafia impulsos e muita segurança. Inconscientemente, vamos decidindo e ultrapassando as etapas, subindo degraus, evoluindo lentamente. Medos e temores não devem nos paralisar, sob pena de perdermos grandes chances e oportunidades. Precisamos estar abertas ao mundo e às possibilidades, desarmadas contra inovador, sem preconceitos em relação ao inédito, ou ao improvável. A vida não espera nossas avaliações, nos exige postura e respostas rápidas, reações imediatas e conclusões sensatas. E ela própria nos ensina a viver, nos mostra e exemplifica pelas mais diversas formas como podemos ser impulsivas mas ao mesmo tempo realistas, bravas mas ao mesmo tempo delicadas, seguras mas ao mesmo tempo reacionárias. A vida nos ensina a viver. 

Alcance de Metas


Iniciar um novo projeto requer muita movimentação emocional e positivismo vinculado ao comportamento. A partir do momento em que tomamos a decisão de inovar ou mudar determinada situação, imediatamente nos deparamos com um leque de atitudes necessárias para nos mover da inércia e nos posicionar na direção ideal. Motivação e esperança devem nos acompanhar diariamente, assim como a certeza de que nada se constrói sem determinação. O alcance pleno dos planos traçados requer dedicação intensa e força de vontade. As dificuldades surgirão no caminho das metas e os obstáculos se tornarão em muitos momentos desanimadores, mas a obstinação deve operar de forma idealista, nos levando a travar qualquer batalha e tomar as decisões corretas. Paciência também deve amolecer a jornada ao sucesso, pois todo projeto novo requer determinado tempo de maturação, durante o qual somos levados a estudar, gastar, persistir e insistir. Concretizar os planos não é tarefa fácil, nem deveria ser, sob pena de desmistificar os sonhos envolvidos. 

Recomeçar


                

Nunca é tarde para recomeçar...frase que tanto escutamos mas pouco praticamos. Recomeços nunca são fáceis, normalmente envolvem fechamentos de ciclos, muita força de vontade e consciência da necessidade da mudança. Nossas vidas são feitas de inúmeras fases, ora distintas, ora simultâneas, ora sobrepostas. Em cada momento desejamos algo diferente e nossos objetivos de vida vão sendo moldados conforme nossa evolução pessoal e nossas expectativas de vida. 
Nossos espíritos são itinerantes,     estão sempre buscando se encontrar no universo, se adaptar às mais variadas situações em que a vida nos coloca. E por isso os ciclos devem ser bem fechados para que outro se inicie com a paz de espírito necessária para nos guiar. 
Desapegar  não é nosso forte, temos essa consciência e tentamos nos livrar de antigos hábitos. Quão contraditório, ao recomeçar temos que criar hábitos e nos apegar tão fortemente a eles para alcançarmos nossos objetivos iniciais. Porém, ao encerrar uma fase precisamos nos libertar de costumes que aos poucos foram se enraizando. 
E assim vamos caminhando, abrindo e fechando portas, criando e encerrando passagens, inovando e desapegando e nos estimulando a recomeçar de cabeça erguida.