Ciclo vital

  
                             

Na vida percorremos vários ciclos. Nascemos e a nossa única convicção é que em algum momento a nossa existência terá um fim. Somos convidados todos os dias a percorrer 24 horas de momentos em que certeza é apenas uma palavra. 

Durante um ano temos 365 dias para buscar os nossos sonhos. Talvez você já tenha escutado que a cada 7 anos fechamos um ciclo em nossa história. Nesse período as nossas bagagens vão aumentando e ao longo de cada etapa somos transformados por tudo aquilo que vamos acumulando. 

A probabilidade de desconstruirmos os nossos desejos, as nossas idéias e tudo aquilo que somos quando um ciclo se fecha é involuntário e vital. Vamos evoluindo e inconscientemente trazemos novas sensações e expectativas durante essa nova fase de descoberta interna. 

Ciclos também se referem a relações interpessoais em que nos aproximamos de determinadas pessoas por um momento de nossas vida, e de repente sem explicações essa proximidade termina tão intensamente quanto o seu início.

Os ciclos evolutivos são inexplicáveis, mas fundamentais para criarmos um elo com a nossa alma e encontrarmos o sentido a nossa encarnação.

Que os nossos ciclos nos ensinem tudo o que necessitamos para encontrar a nossa paz e a calma em nossa alma.

Noite adentro

Noite adentro vamos entrando, sem mais motivos encontrando, vemos a lua chegar e se instalar firmemente no alto. 
E a escuridão vai tomando conta, trazendo pensamentos leves e sonolentos. 
Inesperadamente nos pegamos dormindo em sono superficial, ainda escutando os últimos barulhos da vizinhança, ainda ligados ao sol, mas já embebedados com os olhos cerrados. 
Aos poucos vamos pulando e alternando os pensamentos que passam como um turbilhão em nossas mentes, até que perdemos o controle total e adormecemos profundamente. Por vezes nos damos conta de nossa falta de controle e levantamos ainda titubeando, demonstrando nossas fraquezas. 
Tentamos acordar quando o sono não nos agrada, e lutamos sem forças contra a noite que vai ganhando espaço. 


                          

Despedidas


           

Despedidas nem sempre são tranquilas. Passam do choro ao abraço, do melodrama à tristeza e, muitas vezes, ao alívio. 

Despedidas encerram ciclos e reiniciam simultaneamente novas fases. Não nos acostumamos a despedir, frequentemente temos a sensação de perda, de distanciamento, mesmo que o ciclo seja breve. Não há padrão nas despedidas, cada um se comporta de uma forma, com determinado sentimento, com determinada reação. 

Partidas e chegadas intensificam o coração, aquecem e esfriam, aceleram e desaceleram. São filhos viajando para intercâmbios, amigos partindo para novas aventuras, irmãos nos deixando para iniciar novos projetos, maridos e esposas viajando a  trabalho. 

Não importa a situação, despedidas são sempre um turbilhão de emoções, por vezes incontroláveis, outras amigavelmente aceitáveis. 

Fato é que neste momento todas as implicâncias desaparecem num passe de mágica, todo o rancor ou os desacertos do dia anterior se desintegram e somente a possibilidade da ausência ocupa todo o pensamento. 

O amor ressurge imenso e ardido, desta vez não correspondido pela distância. E na despedida lágrimas são trocadas, assim como abraços e carinhos, declarações são realizadas e o amor é mais uma vez comemorado. 

Estamos sempre juntas


              


Somos uma só alma e um só coração em todos os sentidos. Compartilhamos nossas alegrias e euforias, mas também nossas crises e tristezas. Não somos alheias ao mundo, absorvemos a dor do próximo e  nos envolvemos no sofrimento. 
Somos solidárias desde os problemas da humanidade até os das pessoas que mais amamos no mundo. Motivos não há para a sintonia, ela simplesmente existe. Sintonia que nos torna uma só e nos incentiva a buscar o amor supremo. 
E dessa forma nos aproximamos, chegamos de mansinho, sem querer ser notadas, mas tentando colorir os horizontes, trazer vida e luz nos momentos mais íntimos. Invadimos as casas com nossos pensamentos positivos e com nossas ondas de orações. 
Emanamos o bem e queremos a felicidade. Somos cúmplices, sabemos que nem sempre nossa solidariedade é suficiente, mas não desistimos nunca. Estamos aqui sempre, nunca deixaremos de estar. Somosumaso nesse mundo e estaremos juntas para o que der e vier. 
Enfrentaremos nossos medos unidas, dividiremos nossos anseios, saberemos nos retirar quando preciso, mas estaremos sempre por perto. E digo sempre! 

Recomeço


                    


E novamente o sol nasce ao longe, no fundo do mar, os pássaros recomeçam a cantarolar ao trocar de galhos e sobrevoarem as areias da praia, os barcos retornam recheados de pescados e as redes repletas de mariscos. 

O primeiro banhista surge carregando sua sombrinha, procurando um lugar para abrir sua cadeira. E aos poucos vai limpando e recolhendo os restos da farra da noite anterior, as garrafas de espumantes e as taças que os mais jovens por descuido ou descaso deixaram para trás. E as ondas do mar trazem a ressaca de flores, arranjos e vidros de perfume jogados para Iemanjá. 

E todo o ciclo recomeça, o dia corre rapidamente e logo o pôr do sol incendeia o horizonte. A lua cheia ilumina a noite que vai sobre as gotas do orvalho, e mais um dia se repete. 

Desejamos que novos dias se repitam e que novas noites os interrompam, trazendo aos seres humanos mais amor, paz e união. E que possam evoluir a cada dia, aprender com os próprios erros, acreditar na harmonia e na solidariedade. 

Que possamos cuidar do nosso planeta com muito carinho e com muita dedicação!